terça-feira, 28 de julho de 2009

DIREITOS HUMANOS


Comemorou-se o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Foi declarada em Paris a esperança de que tudo mudasse e que a humanidade visse garantidos os seus mais elementares direitos, simples e tão importantes.Sessenta anos volvidos e concluímos que a humanidade tem motivos de sobra para ter perdido a esperança nesta declaração. Ela é uma carta de intenções que em inúmeros países do mundo não é observada, em praticamente todos os países do mundo, se não numas coisas será noutras.
A quem viola estes princípios declarados nada acontece, salvo se existirem interesses políticos demasiado importantes.Nos últimos anos temos assistido a genocídios em África em que a própria ONU tem “problemas” em reconhecê-los. Os “problemas” são causados principalmente pelos EUA. Se não lhe convém que a ONU reconheça genocídios pressiona. Os secretários-gerais, os comissários, os funcionários, obedecem cegamente às conveniências ditadas pelos interesses e políticas dos EUA. Só por si estas atitudes são violações grosseiras e gritantes por parte da ONU. Uma ONU às ordens dos EUA e não ao serviço indubitável dos interesses da humanidade.
Inúmeras violações foram cometidas pelos EUA durante a administração Bush. Crimes têm sido cometidos por aquela administração, com a desculpa do terrorismo mas sem esconder a sua obsessão em fiscalizar e dominar o mundo, os povos e as suas riquezas naturais. Alguém espera ver W. Bush e os seus colaboradores a responder por aquelas violações?Se os maus exemplos, as violações mais graves, vêm da potência mundial, como querem que os outros políticos, de países ditos atrasados, procedam no respeito pelo inscrito na Declaração dos Direitos Humanos?Os casos de violação são bastantes, por todo o mundo. No que diz respeito a Timor também eles existem. Há um genocídio para julgar. Mais de 200 mil timorenses foram assassinados pelos militares indonésios desde 1975. A sanha assassina só terminou em 1999.
Comprovadamente, as milícias responsáveis por inúmeros actos selváticos foram treinadas e instruídas para se comportarem como o fizeram por ordens de militares indonésios de alta-patente. Alguém vê esses responsáveis serem responsabilizados e julgados por um tribunal internacional?O pretexto é o de que a Indonésia e Timor se reconciliaram e perdoaram os seus actos infames. Timor-Leste, os timorenses, nada devem à Indonésia, muito pelo contrário.Estamos sem saber porque razão os líderes timorenses recusam apoiar investigações e julgamentos aos culpados.
Também estamos sem saber porque razão um tribunal internacional não toma a decisão de proceder aos julgamentos. Cometeram-se violações que devem ser investigadas, apurar responsáveis e julgá-los, isso cabe à comunidade internacional e a ONU tem uma palavra muitíssimo importante a dizer e uma decisão a tomar. O SG e a ONU em Timor devem procurar o caminho da neutralidade e do respeito pela Declaração dos Direitos Humanos, de facto, em vez andarem a dizer palavras muito bonitas mas nada fazerem. Mais ainda. Em vez de nada fazer para que seja reposta a justiça ainda pactuam com os violadores, sejam eles quem forem. A própria ONU acaba por aceitar as violações e confraternizar com os assassinos.Não esqueçamos que, no caso de Timor, existem violações graves na actualidade, sendo a mais flagrante ocorrida este ano, em Fevereiro, com a execução de opositores políticos do primeiro-ministro Xanana Gusmão.
O caso está por resolver, como convém, e os representantes da ONU, provavelmente, confraternizam com os eventuais criminosos, limitando-se a dizer palavras de conveniência nos dias em que se comemoram efemérides como a de ontem. Ao fim de 60 anos é frustrante assistir a tanta hipocrisia, vinda de uma organização mundial que se desejava política e moralmente imaculada.Que direitos humanos resistem a este estado de impunidade e descaramento?.
Publicada por Fábrica dos Blogs em 16:12
Etiquetas: ONU, Timor-Leste

Sabtu, 25 Juli 2009 | 07:17 WIB-MELBOURNE, KOMPAS.com


MELBOURNE, KOMPAS.com - Presiden Timor Leste Jose Ramos Horta, Jumat (24/7), menyatakan bahwa tentara Indonesia menyiksa dan membunuh lima wartawan asing atau dikenal dengan ”Balibo Five”.
Kelima wartawan itu tewas tahun 1975 saat meliput masuknya Indonesia ke Timor Timur.Ramos Horta mengatakan, dia memeriksa kematian kelima wartawan itu tidak lama setelah mereka tewas di batas kota Balibo.”Mereka tidak hanya dieksekusi.
Dari yang saya ingat saat itu, salah satunya disiksa secara sangat brutal,” kata Ramos Horta saat penayangan perdana film Balibo di Melbourne, Australia.
Dia menambahkan, film itu ”hampir 100 persen” akurat, tetapi si pembuat film tidak bisa menyampaikan horor dari penyiksaan dan pembunuhan itu karena akan terlalu mengerikan bagi penonton.Balibo adalah film kisah pertama yang pengambilan gambarnya dilakukan di Timor Leste.
Film itu berkisah tentang lima wartawan, Greg Shackleton dan Tony Stewart (Australia), Brian Peters dan Malcolm Rennie (Inggris), serta Gary Cunningham (Selandia Baru), yang tewas saat pasukan Indonesia menyerbu Balibo pada Oktober 1975. Kelima wartawan itu meliput masuknya tentara Indonesia ke Timor Timur untuk jaringan televisi Australia.
Wartawan keenam, Roger East, yang datang ke Indonesia untuk menyelidiki nasib rekan- rekannya, tewas di Dili, ibu kota Timor Timur, enam pekan kemudian saat tentara Indonesia menguasai kota itu. Film Balibo menggambarkan East dipukuli kemudian dibunuh.Pemerintah Indonesia telah menyatakan bahwa kelima wartawan itu tewas tanpa sengaja di tengah baku tembak antara tentara dan kelompok Fretilin. Versi ini telah diterima Pemerintah Australia.Ramos Horta sendiri waktu itu adalah pemimpin Fretilin dan menjadi tokoh sentral dalam film Balibo.Temuan koronerMenurut Ramos Horta, pejabat Indonesia telah memerintahkan tentara untuk membakar mayat kelima wartawan itu untuk menyembunyikan bukti pembunuhan. ”Orang-orang yang membunuh mereka merasa perlu untuk membakar mayat mereka karena pejabat senior tiba di lokasi dan melihat apa yang terjadi,” ujar Ramos Horta.”Orang-orang itu tahu apa konsekuensinya sehingga mereka harus menghilangkan bukti bahwa para wartawan itu ditangkap hidup-hidup lalu dibunuh dengan brutal. Itulah sebabnya, mayat mereka dibakar untuk menghilangkan bukti penyiksaan,” katanya.
Tahun 2007, seorang koroner Australia yang meninjau kembali bukti-bukti kematian menemukan bahwa para wartawan itu tewas saat mereka mencoba menyerahkan diri kepada tentara Indonesia. Dia merekomendasikan agar para pembunuhnya dituntut atas kejahatan perang. Akan tetapi, pemeriksaan tidak menyebut adanya penyiksaan.Hampir 18 bulan setelah temuan itu diserahkan, Pemerintah Australia tidak merespons seruan koroner tersebut untuk mengajukan tuntutan kejahatan perang. Para pembuat film Balibo berharap bahwa film itu akan mendorong Australia untuk bertindak.
Ramos Horta menyatakan, Indonesia kini telah berubah menjadi lebih baik. (AFP/BBC/FRO)