terça-feira, 9 de setembro de 2008

COMMUNITY OF CASAL DE CAMBRA-PORTUGAL

Sr. Angela Furian, SSpS
Sr. Iracema Casarotto, SSpS
Sr. Ma. Delia, SSpS

FEATURE: Medals of Merit for the SSpS community in Casal de Cambra, Portugal

by Sr. Maria Delia, SSpS and Sr. Ma. Mendes, SSpS

As a community, we strive to respond relevantly to mission demands through our direct involvement with the people. Primarily, as a witness to our being consecrated women missionaries, we live close to the people, facilitating their access to possibilities to make their lives better. We become the “voice of the voiceless” and the “bridge” between the poor and the public agencies that are responsible for assistance in health and medication, home feeding, documentation, social security, jobs and others.We try to gain knowledge of and give a deeper value for the different cultures and ways of life of the people, promoting their integration in the community. The concrete sign of growth in the community as a result of the Sisters’ ministry is the existence of the “Groups of Catechesis of Children and Youth.” The Viola’s Groups serve to initiate liturgies that reveal the new meaning they have for their lives- lives once left vulnerable to drugs and other dangers. This is a result of the good formation given to the Catechists and the youth. Their families also collaborated in information dissemination and fund-raising activities to build a Center of Socio-Pastoral Support beside a small chapel in the community. All these took place from 1996 to the present.
On June 29, 2008, we celebrated Holy Mass on the occasion of the Beatification of Bl. Josepha. On this same day, our community of Casal de Cambra, received the gold medal of merit from the Municipal Government of Sintra. At the same time, Sister Angela Furian also received the silver medal, given by the same municipality. These medals are clear testimonies of the relevant presence of the Sisters in the Municipal Urban District of Casal de Cambra.

We wish to share with the readers, not only this beautiful news but also the significance of our presence in this community.

The interview was done by Fr. António Leite, SVD, Rector of Provincial House of Lisbon Portugal.

What do these medals mean for the Missionary Sisters Servants of the Holy Spirit present in Casal de Cambra?
¨ We were surprised with this decision of the Municipality of Sintra. We never hoped to receive such recognition, but we see it as a sign of the credibility and the commitment of the Congregation to the families reallocated in this urbanization process. For us, it is an incentive always to be more available for this service, to be close to the needy and suffering through our missionary presence.We know that Sr. Angela was there at the start of your presence in Casal de Cambra.

When did you arrive to this place, and what made you take the challenge of being present in this urbanization process?¨
We started our mission here in the month of June 1996. Our coming was due to Fr. Valentim, SVD. We responded to the express desire of the Municipality of Sintra for the presence of a Religious Community in this urbanized area - integrating in the Special Program of Relocation (P.E.R.). Sr. Pompeya Martinez, who recently passed away, and I made the procedures for this foundation with the conviction that we were responding to the challenge that was part of our mission.Thus passed years and today, you, Sister, continue with the same characteristic smile.

Could you speak to us about how you “conquered the hearts” of so many people who share with you their daily joys and difficulties?¨
Sr. Pompeya, who began the realization of the project, stayed for some months. Then, other Sisters came - Hermelinda, Maria José and Maria de Lourdes. All of them did very good work. Being in contact with the families, they felt that the parents wanted primarily, catechetical classes for their children. We should note, however, that the Chapel of Santa Marta was only finished in July of 1999. Only then was space available for the activities of the Sisters. The daily Eucharistic celebration was also made possible for the people of this part of Casal de Cambra. All these activities helped in the integration of the two parties. The Sisters who came afterwards went to other areas. They came complete with needed skills for their apostolates. In this way, Sr. Maria Lourdes was able to form a Group called Viola. Today, this group, composed of other lay people, animates the Christian community's celebrations. With Sr. Delia’s arrival, a small group was formed called Catholic Labor Youth (JOC). The journey continues until today - in unhurried and patient service through my missionary presence and that of Sr. Iracema.

What challenges do you see today in the midst of the people?¨
Up to now, all of the activities with the children, adolescents, adults and elderly have been held in the small chapel and in the small sacristy. But we have good news! Starting in the month of September, the Municipality of Sintra will give us a space in one of the buildings. This will provide ample room to assist the groups and each person better. With this possibility, we hope to reach out to people who have not yet come.Lastly, the medals were received on the day that Mother Josepha, one of your co-foundresses, was beatified in Holland.

This year, we are also celebrating the Pauline Year. Do all these events have some connections?¨
When I was on the way to the awarding ceremony of these medals, I thought that at that same hour the Holy Door in the Basilica of St. Paul in Rome was being opened, as well as Mother Josepha's Beatification in Steyl (Holland), close to the house where our Congregation was born. At that precise moment, I felt a confirmation, a humble certainty, that God really wants us to be here in this place. In the light of St. Paul's example as the great announcer of Jesus Christ's Gospel, of the Centennial Year of St. Arnold and St. Joseph, and in joy and gratitude for Mother Josepha’s beatification, I can only utter this humble prayer: “Father, May Your Kingdom! Make us humble and docile instruments of your peace! Transform us with Your Spirit so that we can say, with St. Paul: It is not I who live but Christ who lives in me.” I live in the certainty that Love impels us.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Timor Leste

Nacionalidade

Com a independência de Timor-Leste, em Maio de 2002, um grupo de trabalho do MNE estudou as questões de nacionalidade dos timorenses e entregou, em 2005, um relatório que sugere que têm direito a serem portugueses. O Governo mexeu na lei em 2006 e não resolveu nada
Os cidadãos de Timor-Leste são também portugueses e a maioria pode, se assim o entender, requisitar a dupla nacionalidade. O DN teve acesso a um memorando interno do Governo que concluiu que a independência daquele território em Maio de 2002 coloca problemas de atribuição da nacionalidade.Intitulado"Questões de Nacionalidade resultantes da Independência de Timor-Leste", este memorando com origem no Departamento de Assuntos Jurídicos do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) foi enviado a 27 de Abril para Diogo Freitas do Amaral, então ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates. Esse documento era o resultado de pesquisas de um grupo de trabalho formado ainda no Governo de José Manuel Durão Barroso e que admitiu que "as vicissitudes pelas quais passou Timor-Leste desde 1975 - fim do domínio colonial português, ocupação indonésia, administração pelas Nações Unidas e independência - não afectaram o vínculo de cidadania existente entre uma parte significativa da sua população e o Estado português. À luz do direito português, continuarão a ser portugueses, enquanto o actual quadro legal se mantiver".E manteve. Um ano depois de enviado este relatório para Freitas do Amaral e para o ministro da Justiça, Alberto Costa, a Lei da Nacionalidade é alterada pela quarta vez (desde 1981) e nada muda quanto ao cerne da questão. A 17 de Abril de 2006, o Governo de Sócrates e o PS mexem na lei, mas no sentido de "alargar os direitos de aquisição da nacionalidade e não para os restringir", dizem fontes do executivo.Ao DN, um dos membros do grupo de trabalho, que integrou pessoas ligadas ao MNE e ao Ministério da Justiça, confessa que "não foi tomada nenhuma medida que resolvesse o que nós identificámos. Não sei se houve esquecimento ou desconhecimento, mas o que é certo é que a lei de 2006 não muda nada. Os descendentes de quem tenha tido nacionalidade portuguesa, em Timor, em Macau ou na Índia [Goa, Damão e Diu], podem reclamar esse direito".Segundo esta fonte, "a alteração legislativa nem seria a única opção. Em vez de uma solução unilateral, podíamos ter optado por um acordo bilateral que regulasse estas matérias". Celeste Correia, deputada do PS e uma das responsáveis pelo acompanhamento da lei de 2006 na Assembleia da República, lembra que "Portugal não reconheceu a anexação pela Indonésia e à medida que as pessoas iam nascendo eram portuguesas. Os filhos destes também". A deputada, que pertence à mesa da presidência da AR, reconhece que "ninguém [do MNE] nos chamou à atenção para a existência desse relatório". Mais, Celeste Correia estranha que ele tenha só transitado entre os dois ministérios e não tenha chegado ao conhecimento dos deputados que tinham em mãos a alteração da lei. Também esta deputada socialista defende que o assunto deve agora ser alvo de um acordo bilateral.No documento confidencial a que o DN teve acesso, os juristas do MNE dizem que "os timorenses nascidos em Timor-Leste antes de 1981 e todos os seus descendentes aí nascidos entre aquela data e a data da independência" são considerados portugueses. Mais, os timorenses nascidos em Timor-Leste "ou em qualquer outro país após a independência, filhos de pai português ou mãe portuguesa (igualmente timorenses) que declarem querer ser portugueses ou inscrevam o seu nascimento no registo civil português" podem também ser considerados cidadãos lusos.No relatório enviado a Freitas do Amaral - e que depois ficaria no gabinete de Luís Amado, que lhe sucedeu a 3 de Julho de 2006 - aquele departamento do MNE dizia explicitamente que "uma parte significativa da população timorense detém hoje, assim, nacionalidade portuguesa, tendo o nascimento de um novo Estado, em 20 de Maio de 2002, trazido como consequência que a quase tolidade do seu substrato humano seja detentor de dupla nacionalidade - a portuguesa e a timorense".Os especialistas do MNE faziam ainda referência a circunstâncias que complicam o caso, como "a destruição de grande parte dos arquivos dos registos de estado civil e paroquial", que se deu entre a ocupação indonésia e a independência, que "potencia situações de fraude". Consequências ou "riscos" como a "apatridia ou desconsideração da vontade individual na determinação do vínculo de cidadania" eram também destacados no relatório.Para fugir a este imbróglio, sugeriam-se duas vias: "a celebração de um acordo internacional entre Portugal e Timor-Leste ou a adopção de legislação interna por parte de Portugal". Nenhuma das opções foi tomada pelo Governo de Sócrates e, já na altura, o relatório dizia que "a manutenção do status quo é, a todos os títulos, de evitar". Porque "continuar a atribuir a nacionalidade portuguesa a um vasto universo de pessoas que com Portugal não têm qualquer ligação efectiva" acarreta "especiais responsabilidades internacionais" para o País. Neste momento, recorde-se, Timor-Leste tem uma população estimada em mais de um milhão e cem mil pessoas. O DN contactou ontem o MJ e o MNE, que apenas adiantou que o documento "não produz recomendações" e que é "um levantamento do status quo". Hoje mesmo, o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, recebe, o vice-primeiro ministro de Timor-Leste, José Luís Guterres. Isto enquanto o presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, estará na Universidade do Minho, em Braga, a proferir uma conferência.
Fonte: http://dn.sapo.pt/2008/07/23/nacional/timorenses_beneficiam_lacuna_e_portu.html

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A entrevista do P. António Leite, SVD a Ir. Ángela Furian, SSpS

Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo com medalha de ouro e de prata
Poderia ser um título relacionado com os jogos olímpicos ou com outras actividades desportivas. Mas não. Estamos, isso sim, perante o reconhecimento público de vidas que se vêm dando entre alegrias e dificuldades. De que se trata, então?
No dia 29 de Junho de 2008, as Missionárias Servas do Espírito Santo, da comunidade de Casal de Cambra, receberam a medalha de ouro de mérito municipal da Câmara Municipal de Sintra. Na mesma altura, a nossa bem conhecida Irmã Ângela Furin recebeu também a medalha de prata, atribuída pela mesma Câmara Municipal de Sintra, pelo considerado mérito municipal.
Os considerandos apresentados pela Câmara Municipal de Sintra são um testemunho claro dos méritos apresentados em relação à presença das Irmãs na Urbanização Municipal de Casal de Cambra. Como pretendíamos partilhar com os leitores, não somente esta bonita notícia, mas também ouvir um pouco do que significa esta presença, fomos ao encontro da Irmã Ângela e dialogamos com ela. Eis, então, algumas partes deste diálogo.

O que significam estas medalhas para as Missionárias Servas do Espírito Santo, presentes em Casal de Cambra?
Ficamos surpreendidas com esta decisão da Câmara Municipal de Sintra. Nunca esperamos receber tal reconhecimento, mas vemos como positivo que a Autarquia valorize o empenho da Congregação junto das famílias realojadas nesta urbanização. Para nós é um estímulo a darmo-nos sempre mais neste serviço, procurando estar próximas dos mais carenciados e sofridos, incarnando, assim, o nosso ser missionário.

Sabemos que a Irmã Ângela esteve ligada aos começos da vossa presença em Casal de Cambra. Quando chegaram a este lugar, e o que as levou realmente a assumir o desafio da presença nesta urbanização?
Começámos a nossa missão aqui no mês de Junho de 1996. A nossa chegada aconteceu através do P. Valentim, missionário do Verbo Divino. Desta maneira demos resposta a um desejo da Câmara Municipal de Sintra que consistia na presença de uma Comunidade Religiosa naquela que era a recém construída urbanização, integrando-se, deste modo, no Programa Especial de Realojamento (P.E.R.).
A Irmã Pompeya, de saudosa memória, e eu fizemos os trâmites para esta fundação com a convicção de que estávamos a responder a um desafio que fazia parte da nossa missão.

Passaram alguns anos e hoje a Irmã continua com o mesmo sorriso que a caracteriza. Poderia falar-nos de como foram conquistando os corações de tantas pessoas com as quais partilham diariamente alegrias e dificuldades?
A Irmã Pompeya, que entretanto começou a concretização do projecto, ficou durante alguns meses. Depois foram chegando outras irmãs: Hermelinda, Maria José e a Maria de Lourdes. Todas elas fizeram um trabalho muito bom. No contacto com as famílias, sentiram que os pais desejavam, em primeiro lugar, a catequese para os seus filhos. Devemos notar, contudo, que somente em Julho de 1999 foi concluída a Ermida de Santa Marta, que está situada ao lado dos prédios. Desta maneira estava conseguido algum espaço para as actividades das Irmãs, possibilitando também a Eucaristia diária para as pessoas desta parte de Casal de Cambra. Tudo isto ajudou à integração das duas partes.
As Irmãs que foram chegando – outras, entretanto, foram para outros lados – integraram-se nas dinâmicas que se foram construindo. Foi neste caminhar que se formou o chamado grupo de viola da Irmã Lourdes. Hoje, este grupo, já com outra gente, entre outras coisas, anima as celebrações da comunidade cristã.
Com a chegada da irmã Delia formou-se um pequeno grupo da Juventude Operária Católica (JOC). O caminho continua a fazer-se hoje num serviço lento e paciente de proximidade, com a minha presença e da Irmã Iracema.

Que desafios sente hoje no meio de toda esta gente?
Até agora todas as actividades com crianças, adolescentes, adultos, idosos… têm sido realizadas na Ermida e na pequena sacristia. Mas temos uma boa notícia: a partir do mês de Setembro a Câmara Municipal de Sintra vai ceder um espaço num rés do chão de um dos prédios. Desta maneira vai ser possível atender melhor os grupos e cada pessoa individualmente. Contando com este espaço de características diversas, temos a esperança em chegar a pessoas que até agora não teremos conseguido.

Uma última palavra: as medalhas foram recebidas no dia em que, na Holanda, era beatificada a Irmã Josefa, uma das Irmãs que esteve nas origens da Congregação. E estamos também com o Ano Paulino a dar os primeiros gemidos. Encontra alguma relação entre todos estes acontecimentos?
Quando me encontrava no caminho para o acto da entrega das medalhas, pensava que naquela mesma hora estava a acontecer a abertura da Porta Santa na Basílica de São Paulo em Roma, assim como a beatificação da Madre Josefa em Steyl (Holanda), perto da casa onde nasceu a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo. Naquela altura senti como uma confirmação, uma humilde certeza, que Deus nos quer realmente neste lugar. À luz do exemplo de S. Paulo como o grande anunciador do Evangelho de Jesus Cristo, do Centenário da morte dos Santos Arnaldo e José, na alegria e gratidão da beatificação de Madre Josefa, posso tão somente balbuciar esta humilde prece: “Pai, venha a nós o Vosso Reino! Fazei de nós instrumentos humildes e dóceis de Vossa paz! Transformai-nos com o Vosso Espírito para que possamos dizer, com São Paulo: não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.
E viver na certeza de que o Amor nos impele.

P. António Leite, svd

domingo, 29 de junho de 2008

Mendengar dari pihak pemerintah


Terima Kasih Tuhan

Sr. Angela berumur 77 tahun, berasal dari Austria dan sudah menjadi warga Negara Brasil.
Berkarya di Brasil 26 tahun, di Roma 6 tahun dan sejak tahun 1989 mulai di Portugal.

Penghargaan kepada SSpS di Portugal


Medal emas kepdada kongregasi dan prata kepada Sr. Angela Furian.

Saat berahmat


Sr. Angela Furian bersalamatan dengan pemerintah setempat sesudah menerima medal